O Rotary Contra a Polio.

O Rotary Club de Indaiatuba participou ativamente da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, que aconteceu no mês de novembro último.

Em parceria com seus clubes parceiros no servir de novas gerações, os rotarianos estiveram presentes na Praça Corolla, no Jardim Morada do Sol, em Indaiatuba, onde puderam auxiliar no entretenimento de crianças que lá estiveram para serem vacinadas ou então acompanhando alguém da família.

Uma estrutura que contou com pintura facial e brinquedos infláveis foi montada na praça e famílias estiveram presentes ao evento tendo contato com os rotarianos e conhecendo um pouco mais da história de luta do Rotary, sua Fundação Rotária e parceiros contra a Poliomielite, desde a década de 1980 e a estruturação oficial do Projeto Polio Plus.

2015-01 - Vacinacao

Créditos das fotos: Companheiro Boanerges Gonçalves, Rotary Club de Indaiatuba – Cocaes.

Uma história de luta contra a polio.

Em 1985, Rotary iniciou o Programa Pólio Plus para proteger as crianças contra as seqüelas cruéis e fatais da pólio. Em 1988, a Assembléia Mundial de Saúde exortou o mundo no combate à pólio. Desde então, os esforços do Rotary e demais agências parceiras, incluindo Organização Mundial de Saúde, Unicef, Centro Norte-Americano para Controle e Prevenção de Doenças e órgãos governamentais, conseguiram reduzir em 99% o número de

ocorrências da doença. Rotarianos estão próximos de uma grande vitória, que deve ser, em breve, a erradicação global da pólio.

O envolvimento do Rotary com a erradicação da pólio começou em 1979, a partir de um compromisso de cinco anos que previa a imunização de seis milhões de crianças nas Filipinas. Este foi o primeiro projeto do recém-criado programa de Subsídios “Saúde, Fome e Humanidade” (3-H). Nos quatro anos seguintes outros projetos similares foram aprovados para o Haiti, Bolívia, Marrocos, Serra Leoa e Camboja.

No início da década dos anos 80, o Rotary começou a planejar o mais ambicioso programa de sua história: imunizar todas as crianças do mundo contra a pólio. A idéia demandava a colaboração com órgãos de saúde internacionais, nacionais e locais. Sob a orientação e assessoria de Albert Sabin, que descobriu a vacina oral antipólio, o Rotary criou o Programa Pólio Plus em 1985.

A promessa do Rotary de investir US$120 milhões no Pólio Plus foi anunciada em outubro de 1985, no 40° aniversário da Organização das Nações Unidas. Este audacioso compromisso energizou a comunidade global de saúde pública. Em três anos, rotarianos haviam arrecadado mais do que o dobro do prometido, doando US$247 milhões. Por ocasião da certificação mundial de erradicação, as contribuições do Rotary terão alcançado US$600 milhões.

O papel do Rotary nessa iniciativa é cada vez maior. Inicialmente, a entidade se propôs a atuar como elemento catalisador, providenciando dinheiro para a vacina e apoio dos voluntários para tentar superar os problemas de distribuição. Um subsídio da Fundação Rotária financiou grupo de especialistas da Organização Mundial de Saúde, entidade que está à frente da iniciativa global. Recentemente, os fundos do Pólio Plus financiaram transporte e outros custos operacionais associados com a distribuição da vacina, atividades de vigilância (inclusive laboratórios) para a identificação das áreas onde o vírus está presente e treinamento para os profissionais de saúde e voluntários que participam do processo de imunização.

Em 1995, Rotary estabeleceu uma força-tarefa para promover a erradicação da pólio junto aos governos, o que resultou em mais de U$$1,5 bilhão em subsídios públicos especificamente para combater a pólio. Em 2000, Rotary uniu-se à Fundação das Nações Unidas em busca de apoio do setor privado – fundações, corporações e fortunas particulares. O setor privado contribuiu mais de US$100 milhões aos esforços de erradicação. Atualmente, Rotary é o principal contribuinte financeiro não governamental na batalha pela erradicação global da pólio.

Medida que o final da batalha contra a doença se aproxima, financiamento ainda é o principal obstáculo. Em fevereiro de 2002, Rotary mais uma vez enfrentou tal desafio e lançou a Campanha de Captação de Recursos para a Erradicação da Pólio, que objetivava arrecadar US$80 milhões. Na 94ª convenção do Rotary International, em Brisbane, Austrália, o então Presidente do RI, Bhichai Rattakul, anunciou que 1,2 milhão de rotarianos havia captado mais de US$88 milhões, valor superior à meta inicial.

Milhares de rotarianos têm contribuído para a erradicação da pólio, distribuindo a vacina a camelo, helicóptero, caminhão ou motocicleta; trabalhando em postos de vacinação e na conscientização pública quanto à importância da vacina; bem como na mobilização de mais de 10 milhões de voluntários.

A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio é reconhecida internacionalmente como modelo de cooperação pública e privada no alcance de uma meta humanitária.

Em 2012 o Rotary International e a Organização Mundial de Saúde juntos haviam conseguido o inédito feito de erradicar a pólio em 99% dos países e territórios do mundo. A parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates e a Fundação Barcelona permitiu uma injeção de recursos e ânimo que proporcionou uma campanha mundial de proporções épicas.

2015-01 - Mapa da Polio

Havia a expectativa de anunciarmos a erradicação total dessa doença em 2017, entretanto em 2014 um revés considerável para os rotarianos no mundo todo. O número de casos aumentou e países que estavam livres foram reinfectados.

Em decorrência de conflitos e guerras civis, o Rotary não conseguiu reforçar a imunização em países como a Síria, o Iraque, e Nigéria e esses países, anteriormente declarados livres, voltaram a ser países endêmicos, o mesmo aconteceu com Somália e Etiópia em decorrência de migração de tribos nômades – cuja vacinação de seus integrantes é muito difícil – e se somaram a Afeganistão e Paquistão, onde ainda havia casos recorrentes de poliomielite e também onde agentes de saúde e voluntários rotarianos foram assassinados em 2013 por extremistas religiosos que queriam impedir a vacinação de crianças.

Hoje, a poliomielite está a 24 horas de avião de qualquer país do mundo e as campanhas de vacinação e devem ser intensificadas em todo o mundo. Os conflitos são as mais fortes barreiras enfrentadas pelos rotarianos e o Rotary tem trabalhado duro para contornar esse duro obstáculo através do diálogo com líderes locais.

O combate a pólio é uma obrigação de todos os países. Embora hoje isolada, o recorrência e alguns países mostra que essa doença pode voltar a contaminar pessoas no mundo todo e ameaça o trabalho sério do Rotary e da OMS, trabalho de mais de 30 anos, recursos e suor empregados no combate a essa doença.

Portanto, apoie, participando e divulgando as Campanhas de Vacinação e também doando qualquer valor para a Fundação Rotária, em recursos que serão 100% empregados na compra de vacinas e na vacinação de crianças nos mais remotos e isolados cantos do mundo, na busca pela final e definitiva erradicação desse mal.

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Sobre rotaryclubindaiatuba

Contador, professor universitário, empresário e rotariano, eu me chamo Erico Piovesan, tenho 34 anos e moro em Indaiatuba, Estado de São Paulo, cidade em que nasci e me criei. Na família rotária desde 1998 e no Rotary Club de Indaiatuba desde 15 de junho de 2009, hoje ocupo o cargo de secretário do meu clube e, em 2010, decidi criar esse blog para servir de boletim das atividades do Rotary Club de Indaiatuba, Distrito 4.310.
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