Uma comunidade contra a pólio

2015-09 - Vacinacao

Falar de poliomielite pode parecer um contrassenso hoje em dia, para você que está lendo esse artigo e não consegue entender o porquê desse assunto. Talvez você pense dessa forma, como a maioria das pessoas que conheço, não porque não tem interesse no assunto e sim porque esse assunto não faz mais parte da nossa realidade há muitos anos.

Erradicada desde 1990, a poliomielite não faz mais parte da realidade dos brasileiros. A comunidade não se preocupa com esse mal, e apenas se lembra da sua existência quando das raras vezes que encontramos portadores de paralisia em algum local público, o que também não é frequente.

A sensação de segurança e comodismo indica perigo, uma vez que em 2015 o Brasil não atingiu a meta de vacinação e 5,6% das crianças com idade entre 6 meses e 5 anos não foram vacinadas, segundo informações do próprio Ministério da Saúde. O número fica ainda mais alarmante ao descobrirmos que é o segundo ano consecutivo em que a vacinação não atinge a meta de 95% de crianças imunizadas.

Embora erradicada do Brasil há 25 anos – em um esforço que uniu Organização Mundial de Saúde, Fundação Rotária e Governo Federal – a poliomielite ainda resiste em dois países: Paquistão e Afeganistão, onde ainda vitima crianças e adultos. Com a facilitação dos transportes e a massificação do transporte aéreo, não é errado dizer que a poliomielite está a 20 horas de qualquer lugar do mundo e, portanto, pode chegar ao Brasil através de um vôo internacional e contaminar pessoas que não tenham sido imunizadas.

Pior que isso, existem algumas comunidades religiosas pelo mundo que fizeram opção por não vacinar suas crianças alegando liberdade de crença. Claro que devemos respeitar o poder de escolha de cada pessoa, entretanto desde que não coloque em risco o bem estar coletivo, e o retorno da poliomielite é sim um risco enorme a toda a comunidade mundial nos locais onde nos vimos livres desse mal.

O Rotary International, através da Fundação Rotária tem uma importante parceria com a Organização Mundial da Saúde para a erradicação do vírus selvagem da poliomielite no mundo. Esforços que somam bilhões de dólares foram angariados e aplicados por rotarianos para reduzir essa doença a 1% do território mundial e vamos além. A meta é que em 2017, no ano do centenário da Fundação Rotária, a poliomielite seja declarada erradicada e, para isso, devemos vencer o preconceito e também os conflitos armados que existem nas regiões onde ainda predomina.

Ação Local

O Rotary Club de Indaiatuba tem agido localmente para auxiliar no combate a esse mal globalmente. Além da participação nas Campanhas Nacionais de Vacinação, nesse ano sob o comando da companheira Maira Araujo, cuja classificação é medicina, pediatria. Realizamos um dia inteiro de vacinação na Casa da Amizade com a ajuda de agentes de saúde da Prefeitura Municipal de Indaiatuba e a participação dos companheiros e dos jovens parceiros no servir.

Temos o cuidado de emitir um alerta a nossa comunidade falando da importância de se manter 100% das crianças da nossa comunidade devidamente vacinadas uma vez que, como vimos, a poliomielite está mais perto do que se imagina.

Nossa ação global é possível porque também temos o apoio das empresas cidadãs que, através da ABTRF – Associação Brasileira The Rotary Foundation – arrecada o equivalente a trezentos reais mensais por empresa para a Fundação Rotária. Esse valor é convertido em benefícios para a nossa comunidade mas também é aplicado na comunidade global e se pode traduzir na compra de aproximadamente cem doses de vacina por mês por empresa participante para o combate a pólio em locais que dependem ainda da vacinação promovida pelo Rotary International.

Sob o comando do companheiro Cleonir Bertipaglia, hoje nosso presidente, o Rotary Club de Indaiatuba angariou 19 parceiros nesse objetivo de auxiliar a Fundação Rotária. Nosso Distrito 4310 não ficou atrás e, juntos, conseguimos aproximadamente 80 empresas cidadãs, ficando na terceira colocação em todo o Brasil em doações a Fundação Rotária no ano rotário 2014-15.

A grosso modo, podemos dizer que nosso clube contribuiu para a aquisição de 21,6 mil doses de vacina enquanto o Distrito 4310 contribuiu com 96 mil doses só com as empresas cidadãs – mas sabemos que o dinheiro não foi todo empregado nessa finalidade, bem como o Distrito 4310 doou muito mais de 96 mil dólares em 2014-15.

Hoje, nosso objetivo é continuar fomentando essa ajuda humanitária, a participação das empresas cidadãs, reconhecendo a importância desses parceiros da Fundação Rotária mas, sobretudo, alertar a comunidade brasileira que a poliomielite representa sim um risco e uma ameaça a nossa comunidade, sobretudo as crianças, e que precisamos continuar buscando sempre, ano após ano, a imunização total nas nossas campanhas de vacinação.

Anúncios

Sobre rotaryclubindaiatuba

Contador, professor universitário, empresário e rotariano, eu me chamo Erico Piovesan, tenho 34 anos e moro em Indaiatuba, Estado de São Paulo, cidade em que nasci e me criei. Na família rotária desde 1998 e no Rotary Club de Indaiatuba desde 15 de junho de 2009, hoje ocupo o cargo de secretário do meu clube e, em 2010, decidi criar esse blog para servir de boletim das atividades do Rotary Club de Indaiatuba, Distrito 4.310.
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s